Confira essas 5 dicas matadoras sobre kart e corridas de kart que ninguém nunca conta pra você!
Fala piloto! Beleza? Por causa da minha profissão como coach e instrutor de pilotagem, é natural que eu esteja na pista vários dias por semana. Mas de vez em quando eu ainda sento na arquibancada, ou fico lá no parapeito do box só para descansar, tomar um fôlego e aí fico só observando as famosas baterias abertas, onde você encontra pilotos de todos os tipos. E ficando lá, eu acabo escutando quase sempre o mesmo tipo de reclamação dos pilotos, o que na verdade revela que eles ou não prestaram atenção no briefing. Ou nunca tiveram ninguém para explicar para eles algumas coisas básicas que ajudam muito para que o desempenho deles fosse, no mínimo, bem melhor…
Então eu tive a ideia desse vídeo pra te contar cinco coisas básicas que ninguém te conta no kart, mas que todo mundo deveria saber. Vamos lá!
Primeiro, o freio do kart rental é ruim sim, mas é o que tem para hoje, gente. Por causa da arquitetura do sistema de freio do rental kart, ele se assemelha a uma bicicleta com freio desregulado. Ou seja, você aperta o manete até o final e só lá pertinho do limite do manete é que o freio funciona. E mesmo assim menos do que você estava esperando. Assim é o freio do kart: 80 a 90% de folga do pedal. E só quando realmente o pedal fica duro é que o freio funciona e nem sei o que você espera, tá bom?
Segundo, posição do banco funciona mais para equilíbrio em curvas do que pro seu conforto. Se você for dirigir um carro que pesa mais de uma tonelada, o lugar onde você senta no carro quase não influencia o comportamento do carro nas curvas. Mas em um kart de 100 kg, se você pesa 90, você praticamente metade do peso do conjunto piloto mais kart. Então onde você posiciona o banco, vai ter uma influência gigante no comportamento do kart. Por isso, vamos lá: se você vai correr lá na Granja Viana ou em qualquer lugar que a marca do chassi for a mesma que o kart, que é usado lá no Granja Viana, ou seja, o Metal Moro, o banco deve ser colocado o mais pra frente possível. Se for andar em Interlagos ou em Itu, por exemplo, é o contrário, o banco tem que estar mais para trás possível. E qual que a explicação? Você precisa procurar um balanço de 47% do peso nas rodas dianteiras e 52% do peso nas rodas traseiras, pro kart ter um equilíbrio de aderência basicamente normal. Tá bom?
Terceira coisa que todo mundo devia saber: entrar na curva o mais carregada de velocidade possível? Não, isso é o maior erro dos pilotos novatos de rental kart. Quanto mais fraco for o kart, mais vai importar a sua retomada de seda de curva, e não a sua coragem de velocidade para entrar dentro da curva. Eu explico, mais vale você sair rápido de uma curva do que entrar rápido nela. Isso porque as forças do kart vão entortando quando você força e elas geralmente são sempre devolvidas em forma de saculejo e de perda de aderência desnecessária. E quanto mais imperfeições nós temos, mais vai demorar pro motor do kart vencer essas forças e voltar a te empurrar pra frente com o máximo de eficiência possível. É por isso que faz tanto sentido a frase menos é mais no mundo do automobilismo, ou seja, slow in, fast out, e comprovar no cronômetro. Se o seu kart entra um pouco mais lento, mas bem mais suave na torção do chassi na entrada da curva, você consegue retomar o acelerador a partir da metade da curva de uma maneira limpinha, só indo pra frente, maximizando a força do motor.
Quarto ponto, para quem não tem medo de acelerar, multiplique por dois essa importância de entrar devagar nas curvas. Isso parece ilógico e muita gente pode, a princípio, não concordar, mas vamos lá: os karts de aluguel não são os equipamentos mais rápidos que existem. Eles estão longe disso. Na verdade, são os equipamentos mais fracos e mais lentos dessa classe de kartismo que você entende. Isso permite que a gente facilmente se acostume com a velocidade do kart, aproximação de curvas e comece a procurar o limite do kart muito depois do que o limite realmente está. Ou seja, o kart não aguenta fazer aquelas curvas que você estava pensando que ele ia fazer, mesmo que você seja mais arrojado. E, aliás, quanto mais arrojado, pior, porque você precisa voltar, cara, e começar a frear antes para você fazer o kart e te obedecer. Se ele não te obedece, você não consegue acelerar no ponto certo. E aí é perda de aderência. E aí o “sacolejo”… E aí todo esse tipo de exagero não deixa você ser rápido.
Eu já vi até pilotos profissionais de automobilismo, tanto em turismo como em fórmula, além do kart, que tem muita dificuldade para ser rápido, não é por falta de medo, mas sim pelo motivo contrário. São tão arrojados que mesmo alguns carros de corrida não conseguem fazer o que esses caras estão tentando fazer. Então a palavra final é: “Procure o limite do kart”, sabendo que ele provavelmente está muito antes do que você espera.
E antes de eu falar a última e mais importante dica, eu acho que esse vídeo já vale um like, né? Deixa aí um joinha para ajudar esse vídeo a chegar para mais gente. Valeu e bora então pra última coisa básica que ninguém te conta no kart:
A constância e a sua consistência de pista trazem mais resultados do que apenas uma volta voadora. Aqui só tem um jeito de fazer você entender que é falando a verdade nua e crua: Se você conseguiu dar apenas uma volta voadora na sua bateria inteira de kart e as outras foram mais ou menos, você não sabe o que você fez para ser rápido. Isso é tão verdade que se você soubesse o que você estava fazendo, você certamente teria repetido seu tempo de volta voador e teria aparecido de novo no painel assim.
E por estar nesse ramo há mais de 20 anos, eu tô seguro em te avisar: Quer ser um vencedor em corrida de kart? Em primeiro lugar, entenda o que você está fazendo. Decore referências na pista para que você crie uma volta padrão, ou seja, uma tocada segura, sem erros, antes de de querer ser o “cara voador”. Como exemplo, eu já tive inúmeros alunos que precisei primeiro quebrar a pressa do cara, fazer ele andar devagar primeiro, para que o piloto pudesse entender o porquê de frear mais e o porque de não errar o traçado. E por que esse traçado mais longo e mais demorado, se ele importa mais do que o que a sua intuição quer fazer? E aí sim, quando você conseguir repetir um padrão, uma volta padrão e repete essa volta e continua repetindo, mais você vai criando prática e memória muscular da sua tocada. E se você começar a entender coisas melhores, facilmente você comece a incorporar isso na tua tocada. E aí quando começa a vir uma volta boa, ela não vem sozinha, ela vem acompanhada de outras voltas boas.
E aí sim, você vem conseguindo construir a sua consistência, que vale mais do que apenas uma volta voadora. Fez sentido ou não?
E já te aviso, não é o mais fácil e nem o mais intuitivo a ser feito, porque obviamente você vai quer sair acelerando tudo que você consegue logo no início da classificação, mas é o que certamente gera repetidos e ótimos resultados.
E aí, já sabia dessas dicas básicas no kart que ninguém te conta? Acha que faltou alguma coisa? Lembra dessas dicas na próxima vez que você for para a pista, hein? Ah, e deixa aqui nos comentários se você já sabia, se concorda, se não concorda, se faltou algo. E pode me falar, vou querer assistir, vou querer ler seus comentários. Quem sabe eu não posso incorporar aqui umas respostas que vocês soltaram aqui num próximo vídeo, tá bom? Vou ficar esperando.
Valeu, pessoal. Um forte abraço e até o próximo vídeo.
Venha fazer uma aula de kart comigo: http://auladekart.com.br
Siga pelo Instagram: @cpeticov
Assine nosso canal: https://www.youtube.com/@pistaepilotagem
Visite o nosso site: http://pistaepilotagem.com.br
#kart #corridadekart #pilotagemdekart