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Dicas de Pilotagem #4: O Traçado Ideal na Chuva

Neste 4º vídeo sobre dicas de pilotagem, explico como achar o traçado ideal na chuva, tanto para quem anda com pneus para pista seca como para pista molhada.

Dicas de Pilotagem #4: O Traçado Ideal na Chuva

Olá pessoal, tudo bem? Aqui é o Cristian e desde que eu comecei a colocar alguns vídeos no youtube sobre dicas de pilotagem, sobre traçado, como você deve executar, zebras, essas coisas e tal, as pessoas começaram a me perguntar sobre como é que deve ser o traçado quando piso está molhado, ou seja: na chuva eu devo pilotar da mesma maneira, devo contornar curvas do mesmo jeito ou não?

Bom, por isso eu preparei esse vídeo pra você..
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A gente já sabe qual que é a regra geral e a exceção na questão do traçado no piso seco. Na regra você pelo lado externo, freia reto, tangencia e fica por dentro no primeiro ponto da curva, no ponto médio da curva e começa a soltar o kart conforme retoma a aceleração, beleza. Todo mundo está fazendo isso no seco. Então o que está acontecendo com a pista? Está ficando cada vez mais emborrachada, e cada vez que um piloto passa por lá, freia e vira e força a aderência ele está deixando mais camadas de pneu grudadas no asfalto. Isso vai emborrachando a pista, a pista vai ficando cada vez mais com borracha no asfalto. Isso no seco é ótimo. Com a pista bem emborrachada, o grip é muito mais forte nas curvas, você consegue aproveitar, ganhar tempo, sempre mantendo no traçado. Porém na chuva essa camada de borracha que está no asfalto, quando molha, vira um sabão, ou seja, ela impede que o pneu (quando encosta) nessa borracha, impede que ela gere aderência, ou seja, essa borracha faz o pneu escorregar mais do que se tivesse apenas com asfalto e água. Então a moral da história é: fuja da borracha. Se a pista está molhada, o traçado ideal então acaba sendo invertido. Onde tem borracha é onde você NÃO quer passar.

Eu já deixei desenhado aí um traçado com o piso seco. Vou comentar com vocês essa curva aqui com traçado molhado, ok?

Vamos lá se a gente vai fugir da borracha, não venha pelo mesmo lugar aonde todo mundo freia, já venha “fora do trilho”. Obviamente como mesmo fora da borracha o piso está molhado, você tem que frear antes, você não tem a mesma aderência, você começa a frear antes. Na hora de tomar pro início da curva, ou seja, a hora que você começar a virar, você vai estar passando em cima do trilho, então recomendo atrasar a hora de esterçar o volante, ou seja, você freando passa reto onde estaria todo mundo virando, aonde a pista estaria emborrachada, e começa a tangenciar um pouco pra fora, ou seja, você vai fazer a curva fora da borracha, entendeu?

Fazendo a curva fora da borracha, você garante a máxima aderência possível no piso molhado. Na saída da curva você vai cruzar de novo aonde está todo mundo deixou a pista emborrachada. Então a dica é você acertar o kart na saída da curva pra você cruzar a borracha já com o volante reto e já com um peso equilibrado nas quatro rodas.

Então você vai já acertar o kart acelerar cruzando por aqui ó. Entendeu? (veja vídeo) Dessa maneira você foge da borracha, você consegue contornar a curva, utilizando o máximo de aderência possível que o piso molhado permite.

Isso vale tanto para uma curva como para duas curvas, S, não é S, se são três… ou seja, tanto na regra quanto na exceção de traçado quando você tem uma curva ou conjunto de curvas vale a pena fugir da borracha no molhado.

Aqui vai um detalhe importante. Essa explicação vale para todos os tipos de pneus quanto para pista seca quanto para pista molhada, o conceito é o mesmo.

Pessoal, uma coisa importante. O que eu estou falando é sempre via de regra. É claro que vai ter traçados ou circuitos que vai ter um pedaço de concreto remendando o asfalto, ou que o asfalto está um pouquinho esburacado, ou que tem diferença de relevo e que isso acaba influenciando no seu traçado, então aí vale a pela a observação. Eu já vi casos em que a gente mesmo no molhado tem que fazer um traçado correto, como se estivesse no seco, porque o relevo impede que você seja mais rápido do que fora da borracha. Entendido?

Vale a pena a observação nesse caso. Se você tiver qualquer dúvida, por favor posta aí nos comentários que eu vou tentar te ajudar e responder.

Se você gostou do vídeo, por favor clique em gostei, isso me ajuda muito. Se você tem gostado do que eu tenho desenvolvido, clica em se inscrever no canal assim você fica dentro de todas as novidade.

Pessoal acho que hoje fico por aqui, muito obrigado, um abraço até mais.

Você tem alguma dúvida sobre pilotagem de kart ou carro? Pergunte através dos comentários abaixo!

Seguindo este canal, mesmo quem não tem experiência em pilotagem de competição poderá rapidamente aprender como executar o traçado ideal em uma pista.

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Dicas de Pilotagem #3: Pra que servem as zebras na pista?

Neste vídeo sobre dicas de pilotagem, explico porque e para que servem as zebras nas pistas de corrida, mostro exemplos e mostro quando vale a pena utilizar a zebra para obter o melhor traçado. No final, uma dica sobre o traçado do Kartódromo Internacional da Granja Vianna.

Dicas de Pilotagem #3: Pra que servem as zebras na pista?

Olá pessoal, tudo bem? Aqui é o Cristian e conforme prometido no último vídeo, e hoje eu vou falar um pouquinho sobre as zebrinhas, pra que elas servem, que tipo de zebra a gente encontra pelo caminho e a pergunta mais importante. A gente deve usar ou não parar anda mais rápido? Vamos lá!

A zebras geralmente estão nos pontos onde provavelmente o kart ou o carro vai estar em uma entrada, tangencia ou saída de curva. Se a gente olhar, vou pegar aqui por esse exemplo: A gente já sabe da regra e da exceção como eu já expliquei sobre o traçado, você vem por fora parar contornar a curva, então se a curva é pela direita você vem pela esquerda. A zera vai estar aqui, na parta aonde você pode tangenciar e passar pelo ápice, ela pode estar do lado interno, e nas saídas de curva ela vai estar no lado externo. A mesma coisa funciona pra ambos os lados.

Ela vai estar na aproximação da curva pelo lado eterno, ela vai estar no lado interno nomeio da curva e na saída de curva ela vai estar pro lado de fora.

Na aproximação dessa aqui do lado externo, dentro da curva do lado interno e após a curva do lado externo idem pra cá e pra cá. Todo bom kartódromo ou autódromo tem zebra esperando pra você apoiar. A função das zebras na pista é justamente te ajudar a se manter na pista, ou seja, se você errou um pouquinho, fez a curva um pouquinho mais rápido do que gostaria, está escorregando chegou no limite da pista e vai cair na grama, tem a zebrinha lá pra ajudar.
Geralmente ela te segura e te mantém no limite do traçado do asfalto.

É claro que nem toda zebra faz isso. Por quê? E aí a gente vai começar a observar que existem alguns tipos de zebra, a zebra que tem inclinação positiva, ou seja, se a pista está aqui, a zebra é inclinada pra cima, essa realmente te ajuda a você não escapar quando você está em uma série de curva. Você já passou da curva, já está acelerando… ela te ajuda a você a não escapar.

Do lado de dentro, a zebra interna, quando ela tem inclinação positiva: quando você aponta o kart ou o carro pra lá, se você pega ela, ela pode dependendo do grip que ela tem, da aderência que ela tem,te segurar, e aí ela vai ser positiva porque ela vai te trazer pra dentro. Ou ela pode acabar te jogando pra fora e isso não é bacana, não convém você pegar. No caso de zebras que estão exatamente alinhadas coma pista, elas não tem nem inclinação positiva ou negativa, são as que eu chamo de zebra neutra. É uma zebra que se você puder cortar caminho, atropela mesmo, porque ela vai te favorecer. E tem a zebra que tem inclinação negativa que é raro de ver, mas eu já vi acontecer. Por exemplo a pista está aqui e a zebra está voltada um pouco pra baixo. Se esse tipo de zebra é uma zebra interna, arisca pegar porque provavelmente você vai estar ganhando tempo. Desde que ela não seja exageradamente baixa e você acabe raspando a barriga do carro (ou do kart) no chão, o que vai te prejudicar mais do que ajudar. Isso vale também pra zebra de inclinação positiva. Tem zebra que vale a pena mesmo ela tendo uma inclinação positiva você atropelar porque ela acaba não estragando o teu percurso e não deixando o kart mais lento. Algumas zebras acabam te posicionando, e outras acabam jogando você para o lado oposto ao que você quer ir.

Falando agora um exemplo bem prático. Kartódromo da grana Viana em são Paulo. Quem anda lá e já andou algumas vezes sabe que tem uma zebra lá que é o último “S” antes de você entrar na reta principal, que se você não pegar a zebra, não vem tempo… E não adianta: pra você andar rápido, você tem que passar por cima lá. No resumo pessoal, o que vale é a experimentação. Observa… a zebra não é exageradamente alta, não é um tijolo, não é um buraco, você pode passar por cima dela que você vai ganhar tempo. E mais uma dica: Tem zebra que tem estrias e zebras que são lisas. As zebras lisas, pode pegar que você corta caminho. A zebra estriada nem sempre ajuda.

Veja os exemplos no vídeo acima: Tá vendo, isso é um exemplo de zebra que você não pode pegar, de jeito nenhum…

Por hoje eu acho que é isso. Se você gostou do vídeo, clique em gostei, se você gostou do que eu estou falando, do assunto, por favor se inscreva no canal, isso me ajuda muito no posicionamento dos vídeos no Google, ok?

E gente, se vocês tiverem algum comentário, alguma sugestão, por favor deixa no comentário aí em baixo, eu vou ler os comentários e geralmente eu respondo todos. Muito obrigado pessoal, até mais… um abraço!


Dicas de Pilotagem #2: Traçado do S do Senna e Trailbraking


Neste vídeo sobre dicas de pilotagem, ensino como executar o melhor traçado possível no S do Senna em Interlagos, seguindo o conceito de 1 Regra e 1 Exceção em traçados. Mostro também o “Trail Braking”, uma técnica de frenagem avançada para pilotos um pouco mais experientes. Seguindo este canal, mesmo quem não tem experiência em pilotagem de competição poderá rapidamente aprender como executar o traçado ideal em uma corrida de kart ou carro.

Dicas de Pilotagem #2: Traçado do S do Senna e Trailbraking

Olá pessoal, tudo bem? Aqui é Cristian, nos último dias eu postei um vídeo sobre um conceito de apenas uma regra e uma exceção para contorno de traçado em pistas de corrida, de maneira a você ser o mais rápido o possível. E tive um feedback muito positivo, gostei muito dos comentário do pessoal assinando o canal, me perguntando pelo Facebook algumas coisas, etc.

Então eu resolvi trazer um novo vídeo pra vocês com um exemplo de uma pista bem conhecida, ou seja, eu vou mostrar pra vocês como é que se contorna o s do Senna em Interlagos…

O “S” do Senna em Interlagos é muito bacana de se contornar, ele é um complexo de curvas e está num autódromo super bacana no sentido anti horário, uma coisa muito legal de se ver.

Bom, lembrando como se executa a regra e exceção: na regra pode tomar como qualquer exemplo uma curva de 90 graus, você vai se a curva é do lado esquerdo, você vai se aproximar do lado direito, vai frear o carro de maneira reta para manter o peso equilibrado quando chegar um pouco antes do centro da curva você começa a trazer o carro para o lado de dentro da curva, solta o freio, começa a retomar a aceleração, na metade da curva você toca a zebra pelo lado de dentro e daí pra frente começa a rolar o carro pro lado externo já acelerando praticamente 100% do acelerador de maneira a retomar a velocidade o mais rápido possível. Essa é a regra… A exceção é quando você tem duas ou mais curvas juntas antes de você ter uma reta. E aí, por que que eu chamo de exceção? Porque você tem que priorizar sempre a última curva antes da saída da reta. Então dessa maneira você vai sacrificar, ou não fazer tão bem a primeira parte, para que a última curva seja realmente a que seja a mais bem feita para você acelerar o antes possível, beleza?

Então vamos parar o exemplo: O “S” do Senna em interlagos

O “S” do Senna, se você considerar uma sequência de curvas a partir da frenagem, a partir da frenagem da reta dos boxes, não são apenas duas curvas, na verdade, são três. Se você olhar o seguinte. Aqui logo na entrada a gente tem uma curva de um raio bem maior e aqui uma curva de um raio bem menor, ambas para o mesmo lado. Então você tende a contornar priorizando essa aqui, porém se você for priorizar só essa aqui, você não vai levar m conta a última reta a última curva do s que é essa perna aqui.

Você então vai se aproximar pelo lado externo, começar a frear com o volante reto vai começar a contornar atrasando o ponto de tangencia, ou seja, deixando o ponto de tangencia um pouco mais pra frente, ok? porque o ponto mais crítico está aqui, n segundo ápice ainda da primeira “perna”.

Só que se eu fosse considerar apenas esse pedaço e não esse trecho aqui, você deveria soltar o carro pra cá, só que se eu soltar o carro pra cá. Essa curva aqui vai ficar difícil de ser feita, então o que que você faz? Você mantem o carro pelo lado de dentro na primeira perna, desce reto e já se prepara pra fazer a segunda perna com a menor velocidade possível. Um detalhe aqui é que a curva do sol – seja com um veículo fraco ou um veículo super forte – você não vai precisar frear na curva do sol, ela feita é feita de pé embaixo o tempo inteiro, então você precisa fazer isso daqui bem feito, para o quanto antes você começar a retomar a sua aceleração, mais tempo você vai ganhar até o final da reta na reta oposta.

Então o traçado certo seria isso aqui ó (veja o vídeo)
Mantenha a primeira perna por dentro para que a segunda perna seja bem feita. Veja como fica fácil fazer a segunda perna!

Você vem, freia começa a tangenciar, deixa a tangencia para um ponto tardio. Só que ao invés de você já soltar o carro pra fora, você mantém por dentro na primeira perna para que a segunda perna seja perfeita.

Bom, aí nessa hora você está observando que eu expliquei e pode pensar:

“Mas Cristian, se você me falou que você vem reto, freia aqui começa a contornar aqui, durante todo esse espaço de curva aqui, eu vou só esperar o carro rolar, não tem como eu ganhar um pouco de tempo e acelerar um pouco antes?”
Muito bem observado, o que acontece?

Em casos como esse você pode aplicar uma técnica avançada chamada de “trail braking”:

Trail Braking, ao pé da letra, signiica “você frear no trilho”, ou seja durante o seu trajeto, seu percurso, depois que você freou que você começou a tomar a curva, essa curva ideal, chamada de trilho.

Então o que que você faz pra fazer um trail braking? Você vai frear no trilho, você vai atrasar a sua freada e você vai acabar freando um pouquinho pra dentro da curva – com um pouco menos de força no pedal do freio, pra evitar de perder a traseira e rodar.

Dois pontos

Primeiro, você está ganhando tempo porque você está andando mais, freando mais tarde, certo? Certo.
Só que em contra partida aqui como você está virando o volante a aderência máxima que o teu carro tem no chão diminui, porque você não está freando exatamente como mesmo peso com as duas rodas. Você sobrecarregou uma roda em detrimento da outra. Então você tem que saber que você tem menos grip, menos aderência nessa curva, e por isso que a força no pedal do freio é ligeiramente menor.

Isso é feito quando você já tem um certo treino, você está acostumado a andar, está bem treinado, com bastante prática de pista. Então o que você faz, você atrasa a freada começa a virar, continua freando só o suficiente para ele não desgarrar se você frear um pouco mais do que o carro pode, o carro vai perder a traseira, então você vem freando e controlando o freio. Nessa hora, você ao manter o carro ainda no trilho, você começa a retomar a aceleração, ou seja, você vai atrasar frenagem pra conseguir retoma a aceleração e perder o menos temo possível. Ok?
Isso é uma técnica muito bacana ela é favorecida em algumas situações especificas, por exemplo, você tem duas curvas para o mesmo lado. Então você pode, em uma curva de raio grande seguida por uma de raio pequeno, então você aproveita essa curva de raio grande pra deixar pra frear nela…

Outra coisa que favorece aqui, o relevo de Interlagos: aqui nessa parte o piso é inclinado para o lado de dentro, ou seja, você consegue virar, e a gravidade está te puxando para o lado de dentro. Mais uma razão para você usar o trail braking

E ainda mais uma razão para você usar o trail braking é quando você realmente tem uma subida, você está vindo freando e de repente é uma subida, você pode arriscar e ousar um pouquinho mais porque o peso vai te ajudar a segurar o carro na pista sem rodar.

Agora que eu te mostrei como é que o s do Senna é feito, vamos conferir como é que um cara de formula 1 faz aí?

Veja a aproximação feita pelo lado externo da primeira perna, ponto de freada bem tardio, execução do trail braking, mantém por dentro na primeira perna para obter o traçado ideal parara segunda perna a partir daí é só acelerar.

Bom pessoal, acho que por hoje é só é claro que eu gostaria de lembrar duas coisas. Primeiro, todo o conceito de uma regra e uma exceção, baseado obviamente em lei da física, e em estudos em gente comprovando na pista como faz. Agora tem sempre uma ou outra deixa uma ou outra dica nas pistas que você pode observar, por exemplo se a pista é descida, se a pista é subida, se ela é inclinada pra dentro, se ela é inclinada pra fora, se ela tem algum bump, se ela tem algum remendo, isso tudo pode acabar mudando um pouquinho esse plano geral que eu dei de uma regra e uma exceção, aí você aproveita caso a caso.

Confira se a zebra dá pra atropelar ou não também… E falando em zebra pessoal, no próximo vídeo eu vou trazer algumas dicas sobre zebra, se a gente tem que atropelar, não tem que atropelar, quando que vale a pena, quando que não vale a pena, por quê que vale apena ou não… E o mais importante, por que que a zebra está lá? Pra te ajudar, pra e atrapalhar? Bem, e depois estou esperando já fazer alguma gravação externa e mostrar realmente na pista, no caso vai ser no kart, como a gente executa um traçado, ok?

Pessoal, se vocês gostaram do vídeo, peço que cliquem em gostei, se realmente gostaram eu peço que se inscrevam no canal, pra poder receber avisos de novos vídeos e isso vai realmente me ajudar a subir os vídeos para uma posição bacana no Google.

Se você ainda não viu o primeiro vídeo, agora no finalzinho vou botar um link aqui pra você poder assistir: https://www.youtube.com/watch?v=7-emVgnvUHE

Antes de eu finalizar o vídeo eu queria pedir o seguinte, eu notei que algumas pessoas me falaram que experimentaram isso na rua. Pessoal, na rua não é lugar de correr. Por favor, respeite os limites de velocidade, respeite as faixas de pedestre, respeite a sua faixa. Transito é uma coisa, pista é outra, tá bom?

Isso aqui é pra ser feito dentro da pista, em circuito fechado, beleza?

Valeu pessoal, obrigado e até mais!


Dicas de Pilotagem #1: Traçado em Uma Regra e uma Exceção

Neste vídeo sobre dicas de pilotagem de kart ou carro, ensino como utilizar apenas uma regra e uma exceção para executar o melhor traçado possível em pista, seja para kart, carro de turismo ou monoposto. Assim, mesmo quem não tem experiência em pilotagem de competição poderá rapidamente aprender como executar o traçado ideal em uma corrida de kart.

Dicas de Pilotagem #1: Traçado com apenas Uma Regra e uma Exceção

Olá, meu nome é Cristian eu sou instrutor de pilotagem de competição

Já estou há vários anos dando aulas de carro e hoje estou dando aulas de kart. E durante todos esses anos eu vi muitas maneiras boas e não tão boas de se explicar como a gente deve contornar um traçado na hora de você ser rápido numa pista. E ao longo desses anos, vendo todas essas explicações, eu bolei uma ideia que eu acho muito interessante pra compartilhar com vocês de uma maneira mais simples de ensinar como que a gente contorna o traçado de uma pista de corrida. Ela chama uma regra e uma exceção, ou seja apenas eu ensinando uma regra e uma exceção, você praticamente mata a charada em qualquer traçado que você entrar pra correr… Vamos lá?

A regra: Vamos tomar como exemplo uma curva de 90 graus, que é certamente o melhor exemplo para a gente poder explicar o conceito. Então a gente quer contornar o mais rápido o possível e contornando o menor espaço físico o possível para chegar mais rápido ao final da volta. Então pra exemplificar o conceito. se a curva é para a direita como nesse caso aqui, a gente via se aproximar pelo lado esquerdo, ou seja, você vem pelo lado de fora, começa a frear o kart ou o carro antes da curva – e muito importante – com o volante reto. Mas por quê, com o volante reto? Quando você freia com o volante reto você tem praticamente o mesmo peso de pressão e aderência nos pneus traseiros que é aonde normalmente freamos o kart, ou nas quatro rodas quando você está freando o carro. Dessa maneira você evita desbalancear o carro, ou levar o carro ou o kart a sair de traseira em qualquer ponto aí na hora da sua freada. Então você vem freando com ele reto. Quando você chegar perto da curva o traçado ideal é o traçado que simula uma tangencia a uma circunferência, então vou desenhar aqui pra vocês; a gente tangencia a curva dessa maneira aqui assim ó (veja vídeo)… Dessa maneira a curva fica muito mais suave na hora de esterçar o volante. Então, apesar de ser uma curva de 90 graus, você está virando muito menos o volante do que precisaria virar pra virar os 90 graus e você consegue cortar caminho, porque – veja só – apesar de vir por fora aqui nesse ponto você está do lado de dentro da curva, ou seja aonde você economiza maior espaço possível.

Então a tangencia é a regra… E aqui são os pontos que você deve prestar atenção na regra: Como já falei, frear reto, começar a tangenciar antes da curva, no ponto médio da curva (ou seja no ponto de tangencia ou ápice) você está no lado mais dentro possível da curva, e a partir da metade da curva você já vai mirar do lado de fora da próxima reta, ou seja, você vai deixar o kart (ou o carro) sem mexer o volante, e aí você vai deixar o kart rolar até o limite da pista, para que você aproveite o máximo a pista na saída de curva.

Mais um detalhe aqui muito importante: Onde eu começo a acelerar?

Uma vez que você freou e começou a esterçar o volante, e o kart está suficientemente devagar para que ele não escorregue lateralmente, você já pode começar a acelerar. Nas minhas aulas eu pego uma canetinha e desenho um “pé no acelerador”, não sei se dá pra ver direito, mas enfim… você vem, freia reto começa a contornar, se você estiver devagar o suficiente devagar você já pode começar a acelerar onde eu desenhei esse “pé”, e daqui pra frente você solta o kart lá pra zebra de fora, já retomando a velocidade.

Detalhes que eu já falei: A frenagem deve ser sempre reta, e outra coisa muito importante que as pessoas nem sempre se dão conta é que o mais importante pra você ser rápido na pista, nem sempre é você chegar entrar na curva o mais rápido o possível, e sim sair da curva o mais rápido possível. Então, quanto antes você retomar a aceleração, melhor. Ou seja, se você freou entrou na curva e o kart ainda não está suficientemente devagar pra fazer a curva, o kart vai escorregar e aí você vai ter que retomar a aderência dele ANTES de poder retomar a aceleração. E gente, cada 10 cm que eu consigo acelerar antes na curva, vai me dar praticamente meio metro lá na frente na próxima frenagem depois da próxima reta, ok?

No resumo:

Freou reto, começou a tangenciar, esteja devagar o suficiente pra retomar a aceleração, beliscou aqui o ponto médio da curva no lado de dentro e começa a soltar o kart pra fora, lá pro lado externo da pista de novo. E pronto, esta é a regra pra contorno de traçados.

Vamos pra exceção?

A exceção ocorre quando a gente tem mais de uma curva, ou seja, ou duas curvas (no caso de um S ou uma sequência de curvas) ou mais. Dessa maneira a gente tem que privilegiar sempre a última curva antes da reta, em detrimento das outras curvas. Então vamos lá: Temos um S aqui pra agente demonstrar. A gente vai começar o processo da mesma maneira da regra, ou seja, aproximado o kart pelo lado de fora da curva, começou freando o kart reto, começou a tangenciar chegou aqui na metade, no ponto médio, e ao invés de a gente soltar o kart ou o carro pro lado de fora de pista, o que nos daria velocidade se tivesse já uma reta, a gente tem que sacrificar a primeira curva pra fazer a segunda curva melhor, ou seja, a gente tem que manter o kart pelo lado de dentro. Dessa maneira aqui assim, a gente não vai fazer uma curva tão aberta porque a gente vai ter que esterçar um pouco mais, porém, se você mantiver o kart assim, você vai preparar a segunda curva para ser ideal, ou seja, você mantém por dentro e executa o traçado na segunda curva com perfeição… Note no vídeo o ponto médio dessa curva… Eu vou arredondar um pouquinho a tangencia, assim vocês conseguem entender. A gente vem, freia reto, da mesma maneira, toma a tangencia quando chega no ponto médio da curva, a gente está pelo lado de dentro, só que ao invés de você deixar escapar o kart como se fosse uma reta já direto, você tem que manter o kart por dentro pra fazer a segunda perna bem feita. Vou utilizar a caneta vermelha e vou demonstrar pra vocês se a gente fizer errado, o que acontece: Se eu deixar o kart escapar aqui, vindo mais forte, em comparação ao traçado azul eu vou começar a saindo mais forte, porém quando eu chegar ao segundo ápice, eu vou ter que fazer um cotovelo tão grande que pra eu fazer o traçado certo eu vou ter que diminuir muito a velocidade. Assim vou retomar a velocidade muito tarde, ao invés do ponto ideal que seria como eu expliquei com a caneta azul.

Ou seja, a gente vai sacrificar a primeira perna pra fazer a segunda perna de um jeito mais rápido. E inclusive dá pra desenhar o “pezinho” igual eu expliquei na regra, assim. Aqui você encosta o pé no acelerador, e pronto, é só acelerar!

Porém, aqui nesse caso não adianta você dar um ponta pé no acelerador pra sair rápido que você ainda tem muita curva pra você fazer. Ou seja, estabilizou o kart, retoma o acelerador, nem sempre “no talo”… geralmente é retomar o suficiente pra contornar e fazer a segunda perna, ou seja, só partir do “ápice” você já pode dar 100% de aceleração

Essa então é a exceção, ou seja, na regra você vem freia reto e tangencia e sai. E na exceção você freia reto, começa a retomar sacrifica a primeira saída, mantém por dento para que a sua segunda perna seja ideal. Gente, como eu falei, se você a acelerar aqui daqui a até tem mais ou menos vamos supor… 1 metro. No final do trajeto se você acelerou antes, você tem no mínimo, uns 3 metros de vantagem em relação a quem fez a curva errada. Ok?

Essas foram a regra e a exceção no contorno de traçados. Agradeço pela atenção de vocês e quero sugerir o seguinte:

Para eu continuar trazendo que vocês curtam, que seja relevante pra vocês, deixa aí abaixo nos comentários que tipo de dúvida vocês tem em pista, o que vocês gostariam de saber? O traçado, a zebra, retomada, como agir num ultrapassagem, enfim… o que vocês quiserem, pergunta aqui embaixo nos comentários que vou tentar responder.
Outra coisa, se você curtiu, por favor clique aí em curtir, se você quiser compartilhar, fique à vontade. E se você quiser saber sobre mais vídeos, se inscreva no canal que a gente vai postando e você fica sabendo, tá bom?

Um forte abraço!

Se tiver dúvidas e quiser saber alguma dica de pilotagem de kart ou carro, pergunte nos cometários abaixo!